O sonho da casa própria ganhou um empurrão histórico. O Banco Santander anunciou uma mudança profunda em suas regras de crédito imobiliário, passando a financiar até 90% do valor de imóveis residenciais.
Na prática, a novidade reduz drasticamente a principal barreira para quem quer sair do aluguel: o valor da entrada.
Até então, o padrão praticado pelos grandes bancos privados limitava o financiamento a 80% do valor do bem, exigindo que o comprador desembolsar se 20% logo de início. Com a nova regra, a exigência da entrada mínima cai para apenas 10%.
Neste artigo, explicamos como a nova modalidade funciona, os impactos práticos no seu bolso e o que é necessário para ter o crédito aprovado.
O impacto no bolso: quanto custa a entrada agora?
Para entender o tamanho da mudança, imagine a compra de um apartamento pronto ou casa usada no valor de R$ 300.000,00.
Pela regra antiga (80%): O comprador precisava ter guardado, no mínimo, R$ 60.000,00 para dar de entrada.
Pela nova regra (90%): O valor da entrada cai para R$ 30.000,00.
Essa redução de 50% no valor inicial permite que muitas famílias comprem o imóvel anos antes do planejado, já que o tempo necessário para poupar o dinheiro da entrada cai pela metade.
Quais são as condições e regras do Santander?
A liberação da cota de 90% não se aplica a qualquer tipo de contrato. O banco estabeleceu critérios técnicos específicos para manter a segurança da operação:
Tabela de Amortização: O financiamento de 90% só está disponível para contratos que utilizam a Tabela SAC (Sistema de Amortização Constante), onde as parcelas começam mais altas e vão diminuindo ao longo dos anos.
Indexador de Juros: A modalidade é válida para o crédito imobiliário atrelado à Taxa Referencial (TR).
Comprometimento de Renda: Para viabilizar parcelas maiores, o banco flexibilizou o limite de aprovação, permitindo comprometer até 40% da renda familiar bruta mensal do cliente (o padrão anterior do mercado girava em torno de 30%).
Prazo de Pagamento: O contrato pode ser estendido por até 35 anos (420 meses).
Uso do FGTS e Composição de Renda
A boa notícia é que as facilidades tradicionais continuam valendo. O comprador pode utilizar o saldo do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para pagar os 10% da entrada ou para abater o saldo devedor nas parcelas seguintes.
Além disso, é permitido fazer a composição de renda. Isso significa que você pode somar o seu salário com o do seu cônjuge, familiares ou até mesmo amigos para atingir o valor necessário exigido pelo banco.
Como ter os 90% aprovados?
A aprovação do teto máximo de 90% não é automática. O Santander realiza uma análise de crédito criteriosa e individualizada para cada cliente. Os fatores que mais pesam para conseguir o benefício são:
Score de crédito alto: Ter um histórico limpo e boa pontuação nos órgãos de proteção ao crédito (Serasa/Boa Vista).
Relacionamento com o banco: Clientes que já possuem conta corrente, recebem salário ou utilizam produtos do Santander costumam ter maior facilidade de aprovação.
Capacidade financeira: Comprovação de renda estável e compatível com as parcelas do financiamento.
Conclusão e Próximos PassosA iniciativa do Santander abre as portas do mercado para milhares de compradores que já tinham renda para pagar as parcelas, mas esbarravam na dificuldade de poupar dezenas de milhares de reais para a entrada.Se você quer saber se o seu perfil é elegível para essa nova linha de crédito de 90%, o ideal é realizar uma simulação oficial.
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